Tag: Textos Feios
Textos Feios: Cego
by Ricardo de Souza on dez.20, 2008, under Minhas Sandices
Este é uma remake de uma letra antiga.
Eu corro desesperadamente para o abismo,
Mas você não esta lá para me ajudar,
Inutilmente eu seco as minhas lágrimas,
Para tentar enxergar o fim da agonia.
Eu posso ver o seu rosto, um milhão de raios de luz,
Está terrivelmente escuro, pelas trevas ele me conduz,
A borda do abismo não me impede de prosseguir,
E então tarde demais percebo que estou cego
Estou caindo, eu não posso mais te ver,
Estou caindo, caindo dentro de mim mesmo,
Caindo nesse imenso buraco que fica bem no meio do peito.
Ainda estou caindo, está ficando cada vez mais frio aqui dentro,
Ainda cego e caindo, quase não sinto mais o medo,
Chego e uma agradável surpresa me espera: o seu ofuscante e doce beijo.
Ricardo de Souza, 20/12/2008
Estou de volta, acho….
by Ricardo de Souza on dez.20, 2008, under Minhas Sandices
Bom, há muito tempo atrás eu tinha um blog em que postava alguns textos próprios. Por um bom tempo deixei de ter o hábito de expressar certas idéias no papel (ou no word) mas com a abertura desse novo blog espero retomá-lo e nunca mais abandoná-lo.
Espero que, gostando ou não, que você, eventual visitante, faça seus comentários. 
A seguir,o último texto que escrevi antes da parada. É um soneto chamado "Horrível Soneto". Ele abre uma coletânea de textos que chamarei de "Textos Feios". Os considero feios por que bem, não são muito primorosos e não falam de coisas muito bonitas.
Horrível Soneto
Movi montanhas, enfrentei desafios,
Enfrentei inimigos, trilhei um longo caminho,
Para depois de tanta dor e sofrimento infringido,
Voltar ao mesmo ponto de onde comecei sozinho.
Talvez eu devesse ter retrocedido ainda um pouco mais,
Por nem agora consigo encontrar a tão fugidia paz,
Não tenho centro, equilíbrio e nem bom senso,
Existe um grande buraco bem no meio do meu peito
A pior coisa que lhe pode acontecer é perder o jeito,
De como levar a vida, com amor a si mesmo,
Seguindo em frente a passos ligeiros.
Mas tudo a seu tempo, eu não tenho medo,
De fazer começar tudo de novo, de cometer mais erros,
E de fazer mais coisas horríveis, como este soneto
Ricardo de Souza, 07/12/2006
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