Tag: Minhas Sandices
Para aquelas que estiverem descontentes….
by Ricardo de Souza on nov.19, 2011, under Minhas Sandices

Minha guitarra voltou do mundo dos mortos
by Ricardo de Souza on fev.26, 2011, under Minhas Sandices
Minha guitarra voltou ! Depois de ter sido abandonada pelo próprio dono por muitos meses, o descaso lhe causou ferimentos terríveis, que por sua vez também causaram muita dor no bolso do seu desleixado dono. Quem me dera um dia não ter desistido de ser luthier!
Mas enfim, ela está de volta,em uma nova roupagem um pouco mais discreta e uma grande parte da minha felicidade também !
Me acusaram (Fádua !) de que a foto abaixo é "poser", mas esta é uma características intrínseca de fotos de guitarras e seus donos.

Cascos Vazios
by Ricardo de Souza on nov.03, 2009, under Minhas Sandices
Obsessão por controlar o mundo ao seu redor,
Tudo é ditado pelos algoritmos dos novos profetas,
O relógio não pára, segundo a segundo, tic, tac, tic, tac,
Metáfora ultrapassada, os relógios não fazem mais barulho,
Hoje a vida se esvai em milésimos, um de cada vez,
Paz e sobriedade são para os retardatários e ultrapassados.
O Grande Poder do Homem
by Ricardo de Souza on nov.03, 2009, under Minhas Sandices
É incrível o poder do homem,
Criamos meios de controlar o mundo ao nosso redor,
E criamos também uma teia que pode levar nossos pensamentos até o mais ermo lugar,
Podemos nos locomover a distâncias e velocidades nunca antes imagináveis,
E podemos também varrer da face da terra o sofrimento que nos invalida, mutila ou mata,
Nunca houve tanta comida sendo plantada, criada ou inventada.
Fragmentos Aleatórios
by Ricardo de Souza on nov.03, 2009, under Minhas Sandices
I
Folha de Papel ao Vento
by Ricardo de Souza on set.20, 2009, under Minhas Sandices
Mais um poema mixuruco.
Créditos a revisão da Maligna, como sempre!
Folha de Papel ao Vento
Por que sempre é tão difícil levantar da cama,
Trocar de roupa, tomar café, escovar os dentes, vestir algo bacana,
A trabalho ou por qualquer outra obrigação, tanto faz,
Sempre levado como uma folha de papel ao vento, de controlar meu destino pareço incapaz
Um mundo cheio de tristeza me aguarda, atrás de um girar de chave,
Penso em desculpas , mais um parente doente, não me parece convincente,
Os meus devaneios me levam até a calçada, em um ato inconsciente,
Estou pronto para o mundo: tão triste, horrendo e deprimente.
O sol queima, o barulho ensurdece, o ar é como areia movediça,
Vejo centelhas de esperança nas crias do esquecimento,
Milhares de olhares de desalento:não existe brilho, apenas cinzas,
Vejo o mal singrando a escuridão a procura de alimento.
Ah! Como gostaria de poder controlar o tempo,
Aproveitar a plenitude dos dias perfeitos, talvez até dos imperfeitos,
Escutar o coração dizendo que não existe razão para sofrimento,
Que existe felicidade em ser uma folha de papel ao vento.
Ricardo de Souza, 08/09/2009
Frase interessante do dia…
by Ricardo de Souza on fev.28, 2009, under Minhas Sandices
"Existem apenas duas certezas na vida: os impostos e a morte"
Essa eu escutei na rádio. Será que existem mais algumas?

Textos Feios: Cego
by Ricardo de Souza on dez.20, 2008, under Minhas Sandices
Este é uma remake de uma letra antiga.
Eu corro desesperadamente para o abismo,
Mas você não esta lá para me ajudar,
Inutilmente eu seco as minhas lágrimas,
Para tentar enxergar o fim da agonia.
Eu posso ver o seu rosto, um milhão de raios de luz,
Está terrivelmente escuro, pelas trevas ele me conduz,
A borda do abismo não me impede de prosseguir,
E então tarde demais percebo que estou cego
Estou caindo, eu não posso mais te ver,
Estou caindo, caindo dentro de mim mesmo,
Caindo nesse imenso buraco que fica bem no meio do peito.
Ainda estou caindo, está ficando cada vez mais frio aqui dentro,
Ainda cego e caindo, quase não sinto mais o medo,
Chego e uma agradável surpresa me espera: o seu ofuscante e doce beijo.
Ricardo de Souza, 20/12/2008
Balanço: 1976 a 2008
by Ricardo de Souza on dez.20, 2008, under Minhas Sandices
Na maior parte do tempo não nos damos conta de que como a vida muda. Você envelhece, alguns velhos hábitos vão embora, em outro guichê outros fazem fila para entrar. Os amigos também mudam: velhos e novos chegam e vão embora entre duas doses de bourboun, e em um determinado momento nos esforçamos muito menos do que antes para repor o estoque. Os amores também mudam: o coração das pessoas vai se revelando cada mais sinistro a medida em que o nossos desejos demonstram-se cada vez mais infantis.
De um modo geral, conforme a vida vai passando, você acaba se tornando uma pessoa menos otimista, mais desconfiada e acostumada a decepcionar-se. Um amigo meu me diz que se deve esperar sempre o pior das pessoas, pois dessa forma é mais fácil de ocorrer uma surpresa agradável. Comparado com o meu ideário de amizade da pré-adolescência é quase uma visão do inferno, mas depois de alguns bons golpes na cabeça, me dei conta de que conviver é expressão máxima do pragmatismo: você tolera as pessoas, procura depender e prender-se pouco, além de tirar o melhor proveito daquele relacionamento. Parece terrível e frio, mas exorcizar-me também será falso moralismo: dependências são naturalmente injustas. Foi cientificamente comprovado que as pessoas só mudam (às vezes) com medicação e que sempre existirá o conflito de interesses entre o chefe o e empregado, o marido e a mulher, o pai e o filho.
No final percebesse que durante boa parte da vida deixamos de nos relacionar com uma pessoa importante: nós mesmos! Mas afinal, como, no barulhento, tecnológico, ágil e hiper-conectado mundo de hoje, onde somos forçados a nos relacionar com tudo e todos simultaneamente, encontraremos espaço para nós mesmos? Onde encaixar introspecção, espiritualidade e serenidade?
Com 32 anos, eu desisti de procurar a grande reposta, pelo menos por enquanto, pois isso quase acabou comigo uma vez. Joguei todas as antigas repostas fora, e procuro viver um dia de cada vez, tentando recuperar de alguma forma, o controle sobre mim mesmo.
Ricardo de Souza, 20/12/2008
Estou de volta, acho….
by Ricardo de Souza on dez.20, 2008, under Minhas Sandices
Bom, há muito tempo atrás eu tinha um blog em que postava alguns textos próprios. Por um bom tempo deixei de ter o hábito de expressar certas idéias no papel (ou no word) mas com a abertura desse novo blog espero retomá-lo e nunca mais abandoná-lo.
Espero que, gostando ou não, que você, eventual visitante, faça seus comentários. 
A seguir,o último texto que escrevi antes da parada. É um soneto chamado "Horrível Soneto". Ele abre uma coletânea de textos que chamarei de "Textos Feios". Os considero feios por que bem, não são muito primorosos e não falam de coisas muito bonitas.
Horrível Soneto
Movi montanhas, enfrentei desafios,
Enfrentei inimigos, trilhei um longo caminho,
Para depois de tanta dor e sofrimento infringido,
Voltar ao mesmo ponto de onde comecei sozinho.
Talvez eu devesse ter retrocedido ainda um pouco mais,
Por nem agora consigo encontrar a tão fugidia paz,
Não tenho centro, equilíbrio e nem bom senso,
Existe um grande buraco bem no meio do meu peito
A pior coisa que lhe pode acontecer é perder o jeito,
De como levar a vida, com amor a si mesmo,
Seguindo em frente a passos ligeiros.
Mas tudo a seu tempo, eu não tenho medo,
De fazer começar tudo de novo, de cometer mais erros,
E de fazer mais coisas horríveis, como este soneto
Ricardo de Souza, 07/12/2006
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