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Terminei de ler “O Velho e o Mar”
by Ricardo de Souza on jul.12, 2010, under Literatura
Na verdade terminei de ler há algum tempo. Mas estou em uma onda praticamente interminável de leitura e estudos que me impossibilita de postar com uma regular frequência, mas vamos falar de "O Velho e o Mar"
Depois de ter lido "Moby Dick", que tem uma escrita rebuscada e complexa, confesso que demorei para me acostumar ao livro de Hemingway, que é totalmente o inverso. Não gosto de comparações, por causa da polêmica que elas costumam gerar, mas o texto duro, seco me pareceu um João Cabral de Melo Neto sem o lirismo da sua poesia. Conforme as páginas avançavam a dor de Santiago também era a minha dor.O momento mais doído, foi quando o velho pescador finalmente reconhece sua derrota: "Fui longe demais." Quem não perdeu na vida e chegou na mesma conclusão? Apenas os tolos e iludidos que ainda não o fizeram.
Leiam o livro, é um primeiro passo essencial para reconhecer que nesta vida basta ter vontade e integridade.
Próximo livro da lista (fora as chatices técnicas de TI e projetos) é "Ficções do Interlúdio" de Fernando Pessoa. Eu e a minha irremediável paixão por qualquer heterônimo (ou ortônimo) de Fernando Pessoa.
Terminei de ler "Moby Dick"
by Ricardo de Souza on mai.29, 2010, under Literatura
Vários adjetivos podem ser atribuídos ao livro…
denso;
detalhista;
desesperador;
metafísico.
Ahab é um velho monomaníaco dominador, incontrolável, irascível
Moby Dick é uma força da natureza, um velho leviatã incontrolável, irascível
Melville criou o relato da américa puritana em busca de si mesma. Uma busca desesperançada e mortal. Também é um relato da desesperança do homem moderno.
Parabens para a Cosac Naify pela belíssima edição, que permite uma melhor compreensão sobre a profundidade da obra.
Próximo livro da lista: "O Velho e o Mar"
Terminei de ler "Coração das Trevas"
by Ricardo de Souza on jan.07, 2010, under Literatura
Simplesmente um livro fantástico. Tudo bem, ele tem o seu propósito dentro de um contexto histórico (é uma crítica ao colonialismo) , mas ao mesmo tempo é um exercício muito poderoso sobre até onde a ambição pode nos levar. Você quase pode sentir a selva como um personagem que vai sair das páginas do livro e apertar o seu coração até não existir mais sangue lá dentro.
Para mim, agora é mais fácil de entender Apocalypse Now. Os pararelos entre o roteiro e livro (colonialismo imperialista europeu x americano) e os personagens são fantásticos. O filme passou a ter um significado ainda mais especial para mim.
Minha meta agora é ler Nostromo, também de Joseph Conrad, que é considerada a sua obra principal.